Estava eu conversando with a friend sobre ele fazer parte da staff de um outro site que possuo, e ocorreu que no meio do assunto ele me perguntou o que eu achava sobre palavrões. Bom, vou abrir uma pequena exceção dessa vez, e falar-lhes sobre um pedaço da minha infância.
Eu nunca fui um ser humano muito normal, alguns amigos acusam-me de fugitivo do Pinel, outros crêem mais no fato de eu ter sido abduzido do que no Papai Noel…. Bom, enfim, eu fui uma criança do tipo em que já put down aquelas casinhas com balanço e escorregador que todo parquinho tem, já fiz uma fogueira dentro do armário de casa, brincando de índio, e já botei fire numa casinha de sapê, e consequentemente numa linda árvore de mânga que estava próxima.
Logo, dá pra dizer que quando pequeno, eu era do tipo em que numa frase de 5 palavras, 4 eram palavrão.
Ótimo, continuando, quando esse meu amigo perguntou isso… hum, vou colar, olhem:
kazuma sensei diz:
cara, to perguntando para um monte de gente sempre a mesma coisa
vc fala palavrão?
Lucas Galvão diz:
sim
direito
pq? xd
kazuma sensei diz:
to querendo entender mais isso nas pessoas
Lucas Galvão diz:
/heh
kazuma sensei diz:
é pq eu falo muito
Lucas Galvão diz:
Acho que existe um texto
sobre isso
de um autor gaúcho
kazuma sensei diz:
é caralho, buceta, porra, merda e daí pra frente
Lucas Galvão diz:
q poderia te dizer exatamente oq eu acho qto ao palavrão
kazuma sensei diz:
lá onde trabalho não tem tanto isso em nosso setor
mas, no resto
é engraçado de se ouvir
vc tem o texto, ou o link?
Lucas Galvão diz:
to procrando
pera
http://kelon.org/misc/palavrao.txt
kazuma.szc@gmail.com diz:
ok
Beleza, espero que tenham lido o texto do Luís Fernando Veríssimo. Enfim, fiquei a pensar em sua realidade e seu uso. Pois nada more usefull a ser postado neste blog, certo? Afinal, não é este nosso objetivo? Queremos formar leitores capacitados a interagir com pessoas, expressar verdadeiros sentimentos, e desafiar a lei, ops, desafiar a sociedade.
Pois que Português, a bem do pensar, não vem a ser uma ciência exata, tal qual é a matemática e a física, português, se filosofarmos um pouco, nada mais é do que um estudo sobre nossa língua, e digo isso pois, como estudante de Direito, venho constantemente me deparando com novas formas de usar esta língua a qual uso agora.
Se assim o é, então não seria animador saber que inventamos e reinventamos o português a cada novo dia? Pois, que vejo palavras novas surgindo em dicionários, palavras como “deletar”, siiiim, deletar se tornou um verbo!
Então porque não posso criar um dialeto apenas meu? Vamos lá, ao invés do nosso “port_br“, agora adotaremos o novo “port_brllg” (o llg é a abreviação do meu nome, ok?). Novas palavras passarão a ser adotadas, e no final teremos um novo linguajar, quem sabe, com a evolução dessas pessoas que passarem a adotar esse dialeto, possamos transmitir imagens e palavras via pensamento? O_o”
Bom, então vo iniciar essa profunda e profana história com alguns novos verbetes:
“Ca.cha.çar“Adj, sexo neutro, qualquer um pode Cachaçar. Vamos conjulgar este novo verbete para ver a sua forma apropriada de uso.
Eu cachaço, eis que você é um idiota, qual a graça de cachaçar sozinho?
Tu cachaças, está a xingar alguém, chamando de bêbado! Poré, dependendo do tom de voz, pode ser um elogio.
Ele cachaça, normal, nada de diferente, a terceira pessoa sempre será um bêbado. Cuidado para que ele não seja mais bêbado que você.
Nós cachaçamos, forma mais correta da utilização deste verbete, porém lembre-se que sempre um destes não pode cachaçar (aí agente entra nas aberrações, ops, negações), pois serão estes quem irão carregar vocês no “Eles”, pois, quando este amigo, que é a negação, ver que o consumo tiver ultrapassado o máximo permitido legalmente, ele deixará de ser “nós”, e passará a ter uma visão de fora do grupo.
Vós Cachaçais, este é usado em ritos de passagens, festivais, rituais, em momentos de muita festa e pouca sobriedade.
Eles … Capotam. Exato, este verbete se mostra ser um verbete irregular, dado aí o motivo da explicação no “nós”, e para tanto o motivo daquela amigo de negação.
Enfim, terminamos assim o primeiro de novos verbetes que virão por aí…
Por Lucas