Quem somos nós?
Andei pensando…
… estamos solteiros, sozinhos, mas não abandonados. Aos poucos o romantismo vai desaparecendo, dado as circustâncias na falta do companherismo daquela menina que nos faz sorrir dia após dia. Com ela somos pessoas cativadoras, alegres e educadas.
Uma nova pessoinha entra em nossas vidas, mas nossas grosserias ainda se mantém, talvez seja exagero chamarmos de grosserias, no entanto o simples fato de não termos aquele toque mais delicado que nos torne mais agradáveis, pode nos tornar, na situação errada (ou certa) um ser grosseiro.
Eis, portanto, que vem a minha linha de pensamento.
Quem somos nós? Quer dizer, em mais específico, quando esse novo relacionamento nos conhece como seres educados e refinados, e aos poucos vai descobrindo que também temos essa capacidade de não sermos românticos. Então surge aquela velha pergunta:
- “Você está estranho. O que houve contigo?”
Evidente que nada ocorrera, nada mudou, verdade se diz mister em dizer que somos um complexo e emaranhado de várias pessoas dentro do mesmo corpo.
Somos, assim, tão facilmente previsíveis a ponto de dado uma escolha mais folgada na decisão de lado a seguir, nos tirando de uma linha única de personalidade, nos faz ser pessoas diferentes? Ou melhor (ou pior), nos descaracteriza a ponto de obrigar-nos a revermos nossos conceitos de quem somos, a fim de resetarmos nossa personalidade a um status quo?
Afinal, quem somos nós?
Quem pode decidir pela gente?



